

Autor: Luiz Cezar de Oliveira
Em vários países pelo mundo, no mês de maio, é comemorado o Dia das Mães!O Dia das Mães foi criado nos Estados Unidos por Anna Jarvis, que escolheu o domingo para facilitar a reunião das famílias e o segundo domingo de maio por ser o domingo mais próximo do dia 9 de maio.
Anna Jarvis iniciou a campanha em 1907 para homenagear sua mãe, Ann Jarvis, falecida no dia 9 de maio de 1905. Em 1914, o Congresso americano oficializou o segundo domingo de maio.
No Brasil, a primeira celebração aconteceu no dia 12 de maio de 1918, em Porto Alegre, pela Associação Cristã de Moços, mas foi oficializada somente em 1932, pelo decreto nº 21.366, do presidente Getúlio Vargas.
Desde então, no Brasil, se comemora data especial para todas as mães, as que estão vivas e as que já cumpriram suas missões em vida e hoje continuam protegendo seus filhos no plano espiritual.
Existem vários tipos de mãe: as mães biológicas, as mães adotivas, as mães afetivas, as mães de coração...Embora o caminho possa ser diferente, toda mãe tem uma história!
Além do sonho de ser mãe, elas cuidam dos afazeres da casa, da família e muitas ainda trabalham para ajudar a pagar as despesas da família.Algumas são mulheres empreendedoras e têm a responsabilidade de administrar negócios da família ou são líderes em grandes empresas.
Independentemente do que fazem, o objetivo principal sempre é o bem-estar dos filhos.
Parabenizo todas as mães vivas e as que já partiram para a eternidade.Minhas homenagens a todas, nas pessoas de minha mãe, Erene, de saudosa memória, da saudosa professora dona Meméia e da professora e mãe Mara Fregnani Ramalho, que leciona na Escola Adelino Bordignon.
Parabéns, Mães!
Erene Cezar de Oliveira, Minha Mãe!

Filha do casal Maria Teixeira e Manoel Teixeira Dória, nascida em Araraquara no dia 24 de outubro de 1929, minha mãe começou bem cedo a trabalhar na cultura do café para ajudar meus avós no sustento da casa e para criar quatro netos pequeninos e um filho de colo, de minha tia mais velha, que ficara viúva bem nova.
Na escola, concluiu o curso primário, dividindo o tempo da escola com o trabalho. No período noturno, fazia as tarefas escolares e encontrava tempo para costurar roupas para a família e para os vizinhos. O dinheiro que ganhava como costureira era guardado para comprar tecidos para suas roupas e para preparar seu enxoval, visando o futuro casamento. Casou-se no dia sete de outubro de 1950 com Dorival Cezar de Oliveira, com quem teve cinco filhos: Dorival Vicente, eu (Luiz Cezar), Darci José, Maria Ivone e José Carlos.
Depois de casada, continuou costurando para a família, sem cobrar nada por isso, e costurava para as famílias das fazendas da região do Bairro de Silvânia, onde morou nas fazendas São Francisco (Pio Lourenço), Santa Antonieta (Bento Carlos) e Boa Vista (Baldan).
Mesmo com toda dificuldade, matriculou todos os filhos na escola de Silvânia, onde eu e meu irmão Dorival concluímos os quatro anos do primário.
Depois, mudamos para a cidade de Matão, no bairro Nova Matão, logo após o loteamento, e as primeiras casas estavam começando a ser construídas. Não havia ainda água encanada, rede de esgoto e não tinha asfalto nas ruas.
Minha mãe teve muito trabalho para manter a casa em ordem e cuidar da família com filhos ainda crianças.Continuou também, na cidade, a costurar para angariar recursos para ajudar meu pai no sustento da família.
Faleceu no dia 25 de novembro de 2005.
Maria Amélia Ortiz Gandini – Dona Meméia

Outra mulher e mãe carinhosa e cheia de amor é Maria Amélia Ortiz Gandini, conhecida carinhosamente por dona Meméia.
Filha de Braz Ortiz e Anna Minervino Ortiz, ela nasceu no dia 11 de dezembro de 1912 e casou-se com Mário Gandini no dia 6 de janeiro de 1938.
Do casamento nasceram os filhos Ana Zulmira, Maria Salete, Marina Antonieta, Maria Amélia, Mariângela, Mário, Maria Aparecida e Maria de Lourdes, netos e bisnetos. Dona Meméia se formou professora, tendo sido diretora de escola e professora da Língua Francesa no Ginásio Estadual e na Escola Estadual Professor Henrique Morato.
Como professora, era querida pelos alunos e colegas de profissão. Sempre atenta a tudo, discretamente ajudava os alunos que não tinham condições de comprar o livro de sua matéria, presenteando-os com o material necessário.
Na família, reinou o verdadeiro amor e a caridade; além de cuidar dos filhos, dedicou sua vida a ajudar o marido nas obras sociais e na preparação do material para os enfeites de Corpus Christi, sendo sua casa ponto de apoio para os voluntários que passavam a noite enfeitando a Avenida Sete de Setembro, entre as ruas Prudente de Moraes e João Pessoa.
Faleceu no dia 3 de maio de 1983 e hoje dá seu nome à Escola Municipal de Educação Infantil no Jardim Alvorada.
Mara Fregnani Ramalho

Mara Angela Fregnani Ramalho nasceu em Matão no dia 01 de junho de 1974, filha de Martin Fregnani e de Jeanette Gomes Fregnani, sendo irmã de Vera Lucia Fregnani Castila, Sandra Helena Fregnani Marinho e Ciro José Fregnani. É casada com Luiz Carlos Ramalho e mãe de Maria Luiza Fregnani Ramalho e Higor Augusto Fregnani Ramalho.
Filha exemplar, mãe amorosa e prestativa, divide o tempo de maternidade com o de professora, onde também ajuda na educação de tantas crianças e jovens.
Quando aluna, fez o ensino fundamental e o ensino médio nas escolas EEPG Professora Chlorita de Oliveira Penteado Martins e EM Adelino Bordignon e se formou no curso de Magistério na Escola Estadual Professor “Henrique Morato”.
É formada na Faculdade de Ciências e Letras – UNESP Júlio de Mesquita, Campus de Araraquara, nos cursos de Letras e Pedagogia, Monografia e CEFAM. Fez pós-graduação em Práticas de Letramento e Alfabetização na Universidade Federal de São João Del Rei.
É professora efetiva na rede municipal de ensino de Matão desde 1997 até hoje, lecionando na conceituada Escola Adelino Bordignon, e valoriza o trabalho coletivo e diz estar sempre em processo de aprendizado e de construção. Já exerceu na escola diversas funções.

Luiz César de Oliveira é administrador de empresas aposentado, ministro extraordinário da Sagrada Comunhão da Paróquia Senhor Bom Jesus, professor, treinador de futsal e juiz de paz de Matão.



