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Cena da conferência de imprensa
  • Foto do escritor: Eliana Saraiva
    Eliana Saraiva
  • 5 de mai.
  • 3 min de leitura

Autora: Eliana Saraiva



O Dia das Mães transcende qualquer data marcada no calendário, afinal, é uma celebração profunda da força, da resiliência e do amor que sustenta gerações. É o momento de olhar com mais atenção para histórias que muitas vezes passam despercebidas, mas que carregam uma grandeza imensurável. Ser mãe é, antes de tudo, um ato de coragem diária, sem data demarcada ou prazo de validade.


Mãe auxiliando filho nas tarefas escolares.

Entre essas histórias de vida, destacam-se as mães solo, que assumem com bravura todos os papéis necessários para criar seus filhos. Elas são sustento, cuidado, disciplina e afeto em uma só presença. Mesmo diante do cansaço físico e emocional, seguem firmes, mostrando que a ausência de apoio não diminui a grandeza de sua dedicação.


Destaco também as mães adotivas, uma vez que estas revelam uma das formas mais belas de amor: aquele que nasce da escolha. Elas constroem laços que não dependem de laços biológicos, mas de compromisso, de entrega e sensibilidade e, sobretudo, de amor, pois são mulheres que acolhem, transformam e mostram que o verdadeiro vínculo é aquele cultivado no dia a dia.


No cenário universal, temos mães que enfrentaram inúmeras dificuldades ao longo de suas jornadas. Seja na escassez de recursos, nas dores emocionais ou nas barreiras impostas pela vida, entretanto, elas não desistiram. Permaneceram de pé, muitas vezes em silêncio, provando que o amor por um filho é capaz de resistir às maiores tempestades. Muitas dessas mulheres iniciam seus dias antes do amanhecer. Saem para trabalhar enquanto seus filhos ainda dormem e carregam no coração a saudade, a ansiedade e a responsabilidade como provedora. Deixam seus pequenos aos cuidados de outras mulheres ou em creches, não por escolha fácil, mas por necessidade — e, acima de tudo, por amor.


Tia levando sobrinha para escola.

Essas “outras mães”, que acolhem e cuidam durante a ausência, também fazem parte dessa rede invisível de afeto e apoio. São avós, tias, madrinhas, vizinhas, cuidadoras e educadoras que contribuem para o crescimento dessas crianças, reforçando que a maternidade também pode ser coletiva e solidária.


Destaco ainda que há mães que lutam incansavelmente por seus filhos, independentemente de quem eles sejam. Filhos homens, mulheres, filhos com deficiência física ou intelectual, filhos LGBTPQNIA+ — todos encontram nelas um porto seguro. São mães que enfrentam preconceitos, rompem barreiras, levantam suas vozes em defesa do direito de seus filhos, lutam contra a misoginia, homofobia, racismo, preconceitos de todas as naturezas para que seus filhos existam e sobrevivam em meio à sociedade civil com dignidade e direitos assegurados.


Essas mulheres não apenas amam, elas batalham. Enfrentam julgamentos, desafiam padrões e não recuam diante das dificuldades impostas pela sociedade. O amor que carregam é ativo, é coragem em movimento, é uma força que protege e impulsiona.

Ser mãe, muitas vezes, é viver uma constante entrega. É colocar o outro em primeiro lugar, é renunciar, é recomeçar quantas vezes for preciso, é EMPATIA. Ainda assim, há uma beleza única nessa jornada que está presente nos pequenos gestos, nas vitórias diárias e no crescimento de seus filhos.


Diante desse contexto, é preciso defender que o Dia das Mães não pode ser limitado a um único dia. Ele não tem prazo de validade, não se encerra à meia-noite, nem cabe em homenagens pontuais. O amor de mãe é contínuo, renovado a cada amanhecer, presente em cada cuidado, em cada luta e em cada conquista. Celebrar as mães é um compromisso diário — um reconhecimento constante de tudo o que elas são e representam, hoje e sempre.


Que possamos reconhecer, valorizar e honrar cada uma dessas mulheres. Que suas histórias sejam vistas, suas lutas respeitadas e seu amor celebrado com a grandeza que merece. Porque ser mãe é mais do que um papel: é uma expressão viva de amor que nunca desiste, nunca se cala e nunca deixa de lutar.


Foto de Eliana Saraiva

Eliana Saraiva é graduada em Comunicação Social-atuante em jornalismo e marketing cultural; é docente e coordenadora do curso de Propaganda e Marketing –UNIP/Araraquara SP; é presidente da ACAMDE (Amigos da Cultura, Artes, Música, Diversidade e Educação).

 
 
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