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Cena da conferência de imprensa
  • Foto do escritor: Paulo Augusto Bernardi
    Paulo Augusto Bernardi
  • 7 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de abr.

Autor: Paulo Augusto Bernardi



A maternidade, historicamente associada ao cuidado, à dedicação e à renúncia, tem se revelado, cada vez mais, um terreno fértil para o surgimento de mulheres empreendedoras. Não por acaso. A mulher mãe desenvolve, no cotidiano, habilidades que o mercado valoriza: gestão do tempo, resiliência, capacidade de decisão sob pressão e criatividade para solucionar problemas. Quando essas competências encontram ambiente institucional favorável, transformam-se em negócios, renda e desenvolvimento social.


Mulher em palestra sobre "O protagonismo feminino na econômia e na sociedade"

Foi justamente com essa visão que apresentei e tive aprovado o Projeto de Lei nº 127/2022, convertido na Lei nº 5.670/2022, que institui a Política Municipal de Incentivo, Estímulo e Promoção da Mulher Empreendedora no Município de Matão. Mais do que uma iniciativa legislativa, trata-se de um compromisso com a valorização da mulher e, em especial, da mulher mãe, como protagonista econômica e social. A lei parte de um conceito simples, mas poderoso: empreendedorismo feminino é toda iniciativa voltada à criação e consolidação de novos negócios liderados por mulheres. Ao estabelecer diretrizes para incentivo à abertura de micro e pequenas empresas, reconhece-se que muitas mulheres, especialmente mães, encontram no empreendedorismo não apenas uma escolha, mas uma necessidade. Conciliar maternidade e trabalho formal nem sempre é possível; empreender, muitas vezes, é o caminho para garantir autonomia financeira sem abrir mão da presença na vida dos filhos.


Os objetivos da política pública dialogam diretamente com essa realidade. Ao promover a cultura empreendedora e o protagonismo feminino nos negócios, a lei rompe com uma visão limitada da mulher como mera coadjuvante econômica. Ao incentivar a desburocratização, remove-se uma das maiores barreiras enfrentadas por quem já convive com múltiplas jornadas. E, ao prever apoio na formação de novos negócios, abre-se espaço para que habilidades cotidianas, muitas desenvolvidas no ambiente familiar, se transformem em atividade produtiva.


Mulher em discurso sobre"Empreendedorismo Feminino nos centros urbanos"

Outro ponto essencial é a criação de um ecossistema de apoio. A lei estimula parcerias com instituições de ensino, entidades empresariais e organizações de apoio, permitindo que mulheres tenham acesso à capacitação, orientação e oportunidades reais de crescimento. Para muitas mães, isso representa a ponte entre a informalidade e a construção de um negócio sólido e sustentável. Há ainda um impacto coletivo inegável. Quando uma mãe empreende, ela fortalece sua família, movimenta a economia local e inspira outras mulheres. O empreendedorismo feminino, sobretudo o materno, tem um efeito multiplicador que ultrapassa o indivíduo e contribui diretamente para o desenvolvimento do Município.


Importante destacar que a política foi concebida com responsabilidade, prevendo sua execução por meio de parcerias e iniciativas colaborativas, sem gerar ônus direto aos cofres públicos. Isso demonstra que é possível promover transformação social com inteligência, planejamento e articulação institucional.


O paralelo entre a mulher mãe e a mulher empreendedora, portanto, não é apenas simbólico, é concreto. Ambas enfrentam desafios diários, exigem força, organização e coragem. Ao estruturar uma política pública voltada ao empreendedorismo feminino, o Município reconhece que a maternidade não limita, ao contrário, potencializa.


Investir na mãe empreendedora é investir em desenvolvimento, dignidade e futuro. E foi com esse propósito que propus essa política pública: para que cada mulher de Matão tenha não apenas a responsabilidade de cuidar, mas também a oportunidade de crescer, prosperar e liderar.


Porque quando uma mãe empreende, toda a sociedade avança.


Foto de Paulo Augusto Bernardi

Paulo Augusto Bernardi é advogado com mais de três décadas de atuação, formado em Direito pela Universidade de Araraquara (Uniara) e especializado em Direito Médico e da Saúde. Sócio da banca Paulo Bernardi Advogados, em Matão, lidera uma equipe com foco na área empresarial, com ênfase em responsabilidade civil, especialmente no setor da saúde.

 
 
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