top of page
Cena da conferência de imprensa
  • Foto do escritor: Margareth Ribeiro
    Margareth Ribeiro
  • 14 de abr.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de abr.

Autora: Margareth Ribeiro



No Brasil, trabalhar com pesquisa durante a graduação é um grande desafio por vários fatores, entre eles a falta de apoio institucional e financeiro e a falta de infraestrutura adequada para que o estudante possa dedicar parte do seu tempo a essa atividade. Também, em algumas universidades, a Iniciação Científica (IC) ainda é vista como atividade complementar, não integrada ao currículo. Muitas vezes, os estudantes precisam conciliar a Iniciação Científica com as disciplinas do curso, com estágio e com atividades profissionais.


Mas, afinal, o que é a Iniciação Científica? E qual sua importância para o aluno e para a ciência? IC é o processo em que o estudante começa a se envolver com o papel de pesquisador, contribuindo para a ciência e enriquecendo sua formação. O despertar do estudante para isso acontece ao ser provocado a buscar respostas a questões que o “incomodam”. Se pensarmos numa metáfora, podemos dizer que a IC começa quando o estudante, ao “sentir o incômodo de um carrapicho, busca alternativas

para enfrentá-lo”. A esse processo dá-se o nome de projeto de pesquisa.


Para esse processo, o acompanhamento do professor orientador é fundamental. A Iniciação Científica é a ponte entre o estudante e o futuro da pesquisa e tem se consolidado como um dos pilares importantes da formação universitária no Brasil. Ela representa uma oportunidade única para que jovens estudantes se aproximem do universo da pesquisa acadêmica e contribuam para o avanço da ciência.


Margareth Ribeiro em apresentação de projeto de pesquisa

Para Rubem Alves e Gilberto Dimenstein, “a paixão e a curiosidade são os principais motores para a aprendizagem”. Dimenstein destaca que a curiosidade é o que move os estudantes em busca do conhecimento, e Rubem Alves enfatiza a importância do despertar do prazer pelo aprender. Nesse sentido, defendem que a educação deve ser uma experiência que desperte o encantamento pelo aprendizado, não apenas a transmissão de conhecimento. A Iniciação Científica cumpre esse papel: desperta essa curiosidade e essa paixão no estudante pela busca de respostas. Daí a importância do aluno “ser um perguntador” para aprender a investigar problemas, buscar respostas e produzir conhecimento dentro da universidade.


A Iniciação Científica, portanto, traz benefícios para o estudante porque é uma oportunidade de sair da sala de aula e colocar a teoria em prática, na medida em que aprende a observar, perguntar, testar hipóteses e ideias e escrever sobre os resultados. Representa muito mais do que um complemento às aulas. É a oportunidade de aplicar o método científico, desenvolver pensamento crítico e participar ativamente da produção de conhecimento. Essa vivência aproxima os estudantes da realidade da pesquisa e abre caminhos para a pós-graduação e para o mercado de trabalho.


Também é importante para a ciência porque é uma forma de garantir que novos pesquisadores sejam formados e assegurem a continuidade científica e o crescimento do conhecimento, uma vez que projetos de Iniciação Científica podem gerar novas teorias, revisões de temas e descobertas relevantes. E, por fim, para a universidade, é a oportunidade de demonstrar que ela, enquanto instituição formadora, não apenas ensina conteúdos, mas cria e compartilha descobertas relevantes para a sociedade. A Iniciação Científica é um investimento estratégico na continuidade e na inovação científica. Outra contribuição diz respeito ao impacto social, na medida em que pesquisas aplicadas podem contribuir para soluções em saúde, tecnologia, educação e meio ambiente, entre outras.


Matão tem se destacado no cenário acadêmico regional ao incentivar seus estudantes a ingressarem em programas de Iniciação Científica. No Instituto Municipal Matonense de Ensino Superior (IMMES), a prática vem ganhando espaço e relevância, consolidando-se como um diferencial na formação universitária. Os projetos desenvolvidos no IMMES contribuem para ampliar o repertório dos pesquisadores e garantir a renovação da comunidade científica. Cada trabalho apresentado em congressos ou publicado em revistas acadêmicas fortalece o papel da instituição como produtora de conhecimento. Ao estimular a iniciação científica, o IMMES reforça sua identidade como centro de excelência, valoriza seus cursos e projeta sua imagem para além das fronteiras da cidade. A integração entre ensino e pesquisa torna-se um diferencial competitivo e atrai novos estudantes interessados em uma formação completa. Assim, a iniciação científica no IMMES se revela como um elo fundamental: forma estudantes mais preparados, fortalece a ciência e valoriza a instituição de ensino. É, em essência, um investimento no futuro de Matão e de seus jovens pesquisadores.


Com muito orgulho, desde 2025, apoiada pela Direção e pelos Professores Orientadores, estou responsável pela Iniciação Científica e pelo Congresso de Iniciação Científica (CIC) do IMMES. Em 2025, tivemos 32 trabalhos apresentados no CIC, sendo 29 apresentados pelos alunos dos cursos de Administração, Direito e Sistemas de Informações e 3 pesquisas de mestrado apresentadas por professores do IMMES.


Meu convite para você, aluno(a) de graduação, é: SEJA UM PESQUISADOR: busque respostas para os desafios atuais e contribua para a melhoria da sociedade.


Foto de Margareth Ribeiro

Margareth Ribeiro é profissional da área de Transformação e Impacto Social, com atuação em ESG e Desenvolvimento Humano Organizacional (DHO). Especialista em Responsabilidade Social e consultora no eixo social de ESG, também é docente universitária, lecionando disciplinas de Gestão de Pessoas, Gestão Estratégica e Liderança. Mestranda em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente pela Uniara, atua ainda como voluntária em iniciativas socioambientais, como o Grupo Matão + Verde e a Carriola do Saber.




 
 
bottom of page