

Autora: Daniela Rossi
O Dia das Mães é mais do que uma data no calendário, é um dia que carrega histórias reais, feitas de amor, desafios, presenças e ausências.
Na psicologia, entendemos que ser mãe é construir um vínculo, um cuidado, é um jeito único de se relacionar, e é neste cuidado de mãe que, muitas vezes, a pessoa começa a entender quem é, mas também são nas falhas, nas dificuldades e nos desencontros que surgem os aprendizados importantes. A psicanálise nos lembra que não existe mãe perfeita, existe a mãe possível, aquela que faz o que consegue, dentro da sua realidade.

No Dia das Mães, é importante olhar para todas as histórias. Existem mães que precisaram enfrentar situações muito difíceis, violência, abandono, falta de apoio, e, mesmo assim, seguiram cuidando, protegendo e sustentando, pois ser mãe é sustentar.
No dia a dia, ser mãe acontece nas pequenas coisas, nos gestos simples, nas rotinas, no cuidado constante. Nem sempre é bonito ou leve, muitas vezes é cansativo, difícil e solitário, mas, sem dúvidas, é cheio de significado.
Tem mães que vivem situações de violência e precisam ser fortes de um jeito que ninguém vê, elas resistem, protegem e seguem, mesmo quando tudo parece desabar, pois a maternidade lhes dá uma força que não existe medida para mensurar, e essas mães precisam de escuta, acolhimento, de que suas histórias sejam ouvidas, afinal, sobreviver ao ódio e à violência não é fácil.
Neste Dia das Mães, também é importante reconhecer as dores, as histórias difíceis, os vínculos que não foram como se esperava, sem fingir que está tudo bem, mas entendendo que tudo isso também faz parte da experiência de ser mãe.
Acolher essas histórias é um passo importante para transformar, e que possamos olhar para as mães com mais empatia, sem cobranças de perfeição, com mais respeito pelas suas histórias.
Que cada mãe possa encontrar seu próprio caminho, no seu tempo, do seu jeito, entre começos, recomeços, meios e fins.
Neste dia, celebramos a coragem de continuar, mesmo quando é difícil, de amar, mesmo com medo, porque ser mãe não é sobre ser perfeita, é sobre seguir tentando e, acima de tudo, sobre ser real.

Daniela Rossi é psicóloga clínica (CRP 06/204871), dedicada à escuta sensível e ao cuidado com o outro em sua singularidade. Com experiências anteriores nas áreas jurídica e bancária, desenvolveu um olhar humano e empático, que hoje orienta sua prática no acolhimento de questões como ansiedade, relacionamentos e conflitos familiares, oferecendo um espaço seguro e sem julgamentos.
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