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Cena da conferência de imprensa
  • Foto do escritor: Márcia Roberta do Nascimento
    Márcia Roberta do Nascimento
  • 7 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de abr.

Por Márcia Roberta do Nascimento



Em um cenário de total estresse e inúmeras responsabilidades atribuídas às diversas funções que a mulher realiza na sociedade, a saúde mental exerce um papel indispensável no que diz respeito ao empoderamento feminino. A saúde mental da mulher é um território profundo, muitas vezes silenciado, mas essencial para a construção de uma vida plena e consciente. O termo empoderamento feminino, na atualidade, se contrasta muito em detrimento de se confundir o poder existente na mulher com o autoritarismo feminino. Empodera-se significa a pessoa tomar posse daquilo que é em sua essência mais sublime e perfeita. A mulher é um ser forte e, simultaneamente, delicado, e o real empoderamento feminino não é somente estar acima de tudo e de todos ou achar que não é preciso viver em harmonia em um relacionamento pelo fato de não ser necessário qualquer outra presença ao seu lado.


Duas mulheres conversando e trocando ideias

Empoderamento feminino é, acima de tudo, ser forte o suficiente para ser capaz de olhar para dentro, reconhecer falhas, dores e talentos, ter alta capacidade de ressignificar a própria história e, desta maneira, ter a infinita habilidade de assumir o protagonismo de sua própria existência, para o qual a saúde mental precisa estar completamente alinhada ao propósito de ser uma mulher empoderada em todas as dimensões possíveis e cabíveis. A mulher que sabe de fato quem ela é, consegue alcançar todos os níveis de poder atrelados ao equilíbrio mental e emocional que a faz ter a sabedoria necessária para conduzir toda e qualquer situação. Ela sabe o momento certo de falar, de calar, de amar, perdoar e, principalmente, de se colocar em toda e qualquer circunstância, porque a sua força e coragem lhe faz ser capaz de ser e enxergar o mundo sob diversas óticas e vertentes variadas, com a expertise semelhante à da águia, que consegue ver tudo para além do seu próprio campo de visão.


Mulheres fortes e destemidas, delicadas e femininas, trabalhadoras, jovens e meninas, mulheres que enfrentam a vida com graça e harmonia, estes são os reais atributos das mulheres empoderadas que fazem da sua saúde mental o campo de batalha ao qual todos os dias se sobressaem vencedoras pela força que carregam em si. Eis o verdadeiro empoderamento feminino, aquele que coloca a mulher no papel que ela queira exercer em vida, porque o seu lugar deixou somente de ser dentro do lar ou em subalternas posições; seu lugar é em todo âmbito onde ela quiser permear, seja na maternidade, nas artes, literatura, engenharia ou arquitetura, médica ou artesã; não importa a sua profissão, status ou condição, o que de fato implica é a forma leve como vive a vida de acordo com suas escolhas e como manda o seu coração. Sem devaneios nem melindres, essa é a mais pura essência da sua feminilidade, sendo apenas o que se é em todo o lugar e como quiser, pois ela sempre decide o que quer e não há nada que a impeça de ser exclusivamente mulher empoderada e sadia emocionalmente, o que a faz ser não tão somente alguém que se destaca por sua singularidade e, sim, uma mulher de verdade.



Foto de Márcia Roberta do Nascimento

Márcia Roberta do Nascimento é especialista em Neuroeducação e atua na implementação da NR-1 com foco em saúde mental no trabalho. Auxilia empresas na identificação e gestão de riscos psicossociais, promovendo ambientes mais seguros, equilibrados e produtivos, por meio de diagnóstico, prevenção e estratégias voltadas ao bem-estar organizacional.

 
 
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