- Eduardo F. Júnior & Marcel Henrique da Silva

- 16 de abr.
- 5 min de leitura
Atualizado: 27 de abr.

O Associativismo que mexe: a função da união empresarial no Dia das Mães.
Autor: Eduardo Fernades Júnior
O Dia das Mães é uma das datas mais significativas do calendário do varejo brasileiro. Mais do que uma oportunidade comercial, de vendas, bater metas, trata-se de um momento de conexão emocional, de reconhecimento, pertencimento, memória para alguns, legado e de valorização de quem desempenha um dos papéis mais fundamentais na sociedade: o de ser mãe!
Sob o olhar do empresariado e também como pertencente de grupos de associativismo e cooperativismo, vejo essa data como um ponto de convergência entre propósito, amor, oportunidade e negócios, visto que ali estão mães a trabalhar, mães a empreender e as mães que irão receber os presentes. O comércio aquece, as vitrines ganham cores, exposição e significados variados — dor, amor, lembrança — mas, acima de tudo, é um período em que o associativismo mostra sua verdadeira força, através de união e campanhas.
Por esse prisma, o associativismo empresarial vai muito além de representar interesses individuais e, muitas vezes, até dos coletivos. Ele cria pontes, fortalece pequenos e médios negócios, promove treinamentos, aprendizados e capacitação, incentiva campanhas conjuntas e, principalmente, pertencimento. Em datas como o Dia das Mães, isso se torna ainda mais evidente e forte.

Quando varejistas, prestadores de serviços e empreendedores de todos os portes se unem em torno de um objetivo comum, uma campanha coordenada e direcionada, o impacto é exponencial. Não pensamos somente em vender mais, mas em construir uma experiência coletiva para o consumidor. Uma cidade mais engajada, com ações conjuntas e integradas, comunicação alinhada e focada e um propósito compartilhado, torna-se mais atrativa e competitiva, ainda mais em um cenário de mudança dos canais de comunicação e de compras que o varejo passa.
Como empresário, sei de todos os desafios diários: gestão de equipes, controles financeiros, concorrência e adaptação constante às mudanças do mercado. Afinal, o varejo e os negócios não param. No entanto, também sei que caminhar sozinho limita o alcance, a força, o poder financeiro e as possibilidades. O associativismo oferece um mix de suporte, troca de experiências e inteligência coletiva, por ter um benchmarking amplo — fatores decisivos para o crescimento sustentável e perene.
Como representante de uma Associação Comercial, reforço que nosso papel é justamente esse: ser catalisador de oportunidades e ensinar com erros do passado. No Dia das Mães, incentivamos campanhas que valorizem o comércio local, que despertem o sentimento de comunidade e que tragam resultados concretos para os associados.
Outro ponto importante e mais relevante, é que não podemos deixar de reconhecer o protagonismo das mulheres no mundo dos negócios. Muitas mães são também empreendedoras, gestoras e líderes, na maioria das fases com funções duplas ou até triplas. Equilibram com maestria suas responsabilidades familiares e profissionais, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico e social de nossas cidades e sendo válvulas motrizes para o desenvolvimento de uma cidade, de um estado, de um país.
Por tudo isso, o Dia das Mães ganha uma dimensão ainda mais especial. Ele não é apenas uma data de consumo, mas um momento de reflexão sobre valores, sobre contato, sobre relações humanas e sobre o impacto que cada negócio pode gerar na vida das pessoas.
Assim, devemos aproveitar esta ocasião não apenas para impulsionar nossas vendas, mas para fortalecer laços, valorizar o comércio local e reafirmar a importância do associativismo como ferramenta de crescimento coletivo.
Porque, no final, negócios fortes constroem comunidades fortes e isso começa com união!

Eduardo Fernades Júnior é mestre em Administração pela UNESP, com MBA em Governança Cooperativa pela FGV e formação pelo IBGC. Atua como Conselheiro Fiscal do Sicredi S/A, gestor administrativo das empresas Modertech e Techmoder Ltda, empreendedor com unidades Chilli Beans, além de consultor financeiro e professor nas áreas de administração e engenharia. Possui experiência em bancos, multinacionais e contabilidade, e também participa de ações voluntárias como vice-presidente da ACE e palestrante.
O legado das mães e a força do associativismo no comércio.
Autor: Marcel Henrique da Silva
O Dia das Mães é, sem dúvida, uma das datas mais importantes do calendário afetivo e também do calendário econômico do nosso país. Mais do que presentes, essa data representa reconhecimento, gratidão e a valorização de um dos papéis mais fundamentais da sociedade: o de ser mãe.
Mas, quando olhamos com mais profundidade, percebemos que o legado das mães vai muito além da família. Ele está presente também nos valores que sustentam o comércio, o empreendedorismo e o desenvolvimento das nossas cidades.
As mães são, historicamente, exemplos de dedicação, organização, resiliência e cuidado — características que também são essenciais para o sucesso de qualquer negócio. Quantas empresas nasceram dentro de casa, com o esforço de uma mãe? Quantas histórias de empreendedorismo começaram com uma mulher que conciliava trabalho, filhos e sonhos?
No comércio local, isso é ainda mais evidente. Muitas mães são empreendedoras, gestoras, colaboradoras e também consumidoras conscientes. Elas movimentam a economia, tomam decisões de compra e influenciam diretamente o comportamento do mercado.
E é nesse cenário que entra o associativismo.
O associativismo representa a união de forças em busca de um objetivo comum: o fortalecimento do comércio, das empresas e da economia local. Assim como na família, onde a união faz toda a diferença, no meio empresarial não é diferente. Quando os empresários caminham juntos, compartilham ideias, participam de campanhas e se envolvem com a entidade, todos crescem.

Datas como o Dia das Mães mostram, na prática, a importância dessa união. Campanhas promocionais, ações coordenadas, horários especiais e estratégias coletivas fazem com que o comércio local se torne mais competitivo, mais atrativo e mais forte frente aos desafios do mercado, principalmente diante do crescimento do comércio digital.
Neste ano, a Associação Comercial reforça esse espírito coletivo com a campanha especial de Dia das Mães, que irá sortear mais de R$ 10.000,00 em vale-compras, incentivando o consumo no comércio local e valorizando as empresas participantes. Mais do que uma ação promocional, trata-se de uma iniciativa que gera oportunidades para todos: para o consumidor, que é beneficiado, e para o empresário, que ganha em movimento, visibilidade e fortalecimento do seu negócio.
Além disso, o associativismo cria um ambiente de apoio e desenvolvimento, onde o empresário não está sozinho. Ele encontra orientação, representatividade e oportunidades para evoluir. É uma construção coletiva, baseada em confiança e participação.
Assim como uma mãe constrói, com amor e dedicação, o futuro de sua família, o associativismo constrói, com união e propósito, o futuro da nossa cidade.
Neste Dia das Mães, celebramos não apenas o amor materno, mas também o legado de valores que inspiram o comércio, fortalecem os negócios e impulsionam o desenvolvimento da nossa comunidade.
Que possamos reconhecer, valorizar e, acima de tudo, aprender com esse exemplo diário de força, dedicação e união.
E que, como empresários e cidadãos, possamos também fazer a nossa parte: participando, colaborando e acreditando que juntos somos sempre mais fortes.

Marcel Henrique da Silva é sócio-proprietário da Ótica e Relojoaria O Garôto, empresa com 70 anos de tradição, e atual presidente da Associação Comercial e Empresarial de Matão. Bacharel em Ciências Contábeis, também atua como vice-presidente do COMTUR Matão e é membro do Conselho do Meio Ambiente, participando ativamente do desenvolvimento econômico, turístico e sustentável do município.



