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Cena da conferência de imprensa
  • Foto do escritor: Thiago Luiz Passarine
    Thiago Luiz Passarine
  • 3 de jul.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 6 de jul.

Autor: Thiago Luiz Passarine



O convite do Espaço Matão para projetar o futuro traz consigo a responsabilidade de dar voz ao que sentimos nas ruas. Aceitei esse chamado com orgulho. Afinal, sou araraquarense de nascimento, dobradense de residência, mas matonense de profissão e de coração. É sob o olhar de quem vive a realidade desta cidade todos os dias que me pergunto, junto com você: o que vem por aí para a nossa segurança?


Vou te contar no que eu, Thiago, acredito. Não como especialista, não como chefe de nada. Como o guarda que você vê na rua, que toma café no mesmo bar que você, que tem filho na escola e trabalha na cidade.


O que vem por aí é uma polícia municipal que a gente pode chamar de “nossa”. De verdade. Sabe aquela polícia da qual o filho da gente não tem medo de pedir informação? Da qual a mãe se sente segura ao vê-la na porta da escola? Na qual o comerciante confia para ligar quando tem um problema? É essa.


Eu acredito numa polícia municipal forte. E ser forte não é gritar, não é empurrar. Ser forte é chegar antes do problema. É conhecer o bairro, saber quem é quem, resolver com conversa antes de precisar resolver com algema. A viatura mais eficiente é aquela que circula e é vista, não a que chega com a sirene ligada.


Guarda Municipal em patrulhamento preventivo, garantindo segurança à população.

Eu acredito numa polícia municipal protetora. Protetora do seu direito de voltar para casa em paz. Protetora da praça, do postinho de saúde, da escola. Protetora sem escolher lado, sem olhar a cor da camisa. A lei é uma só e vale para todo mundo. E o guarda tem que ser o primeiro a garantir isso.


Eu acredito numa polícia municipal amiga. Amiga não é passar a mão na cabeça de quem está errado. Amiga é ser a primeira a estender a mão para evitar o erro. É explicar ao menino por que não pode empinar a moto. É avisar o dono do bar sobre o som alto antes de multar. É tratar o cidadão com respeito, porque o respeito abre mais portas do que o cassetete.


O futuro da polícia municipal é esse: técnica na cabeça e humanidade no coração. É usar a lei para servir, não para se esconder atrás dela. É entender que a farda não nos faz melhores do que ninguém. Faz-nos responsáveis por todo mundo.


Matão tem 128 anos. Já vi esta cidade passar por muita coisa. E sempre venceu, porque o povo desta terra nunca deixou de acreditar nela. A segurança é igual. Não vai ser um secretário, um prefeito ou um guarda sozinho que vai resolver. Vai ser quando a cidade inteira decidir, junto, que merece viver em paz e trabalhar para isso.


Por isso, neste aniversário, minha palavra é uma só: confiança. Confiança total no futuro. Confiança no matonense, que é trabalhador e honesto. Confiança nesta nova polícia municipal que está nascendo, forte, protetora e amiga, feita por gente daqui, para gente daqui. O melhor de Matão ainda vem por aí. E a segurança com que sonhamos vai chegar junto.


Um caloroso e orgulhoso parabéns, Matão, pelos 128 anos de história, de luta e de futuro. Que venham muitos outros, com mais união, mais paz e a certeza de que nossa cidade continuará sendo o melhor lugar do mundo para se viver. Conte comigo. Conte com a gente. Viva Matão!


Foto de Thiago Luiz Passarine

Thiago Luiz Passarine é Guarda Civil Municipal de 1ª Classe, bacharel em Direito e especialista em Segurança Pública. Sua formação acadêmica, aliada à experiência na área, reflete sua atuação voltada à proteção da sociedade, à promoção da ordem pública e ao fortalecimento das políticas de segurança.

 
 
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