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Cena da conferência de imprensa
  • Foto do escritor: Kléus Vilela
    Kléus Vilela
  • 3 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de jul.

Autor: Kléus Vilela



Centro de Matão preparado para as celebrações de Corpus Christi.

O turismo religioso representa muito mais do que deslocamentos motivados pela fé. Ele fortalece a identidade cultural, preserva tradições e promove o encontro entre pessoas de diferentes origens. Nesse contexto, as celebrações de Corpus Christi de nossa querida Matão destacam-se como uma das mais significativas manifestações religiosas da região e, quiçá, do Brasil, reunindo comunidades em torno da espiritualidade, da arte e da solidariedade.


Entretanto, é necessário refletir sobre como essa celebração pode ocorrer de maneira sustentável. Os tradicionais tapetes confeccionados para a procissão de Corpus Christi em Matão, por exemplo, podem incorporar materiais recicláveis, serragem colorida com pigmentos naturais, flores e elementos biodegradáveis, reduzindo impactos ambientais sem comprometer a beleza e o simbolismo da tradição. Em Matão, já foi utilizado, tempos atrás, muito vidro moído; hoje, o material usado, já há alguns anos, é a dolomita. Além disso, ações de coleta seletiva, redução do uso de plásticos descartáveis e incentivo ao consumo de produtos locais fortalecem a economia da comunidade e contribuem para a preservação do meio ambiente.


Outro aspecto importante é a valorização do patrimônio histórico e cultural. Igrejas, praças e monumentos que recebem visitantes durante Corpus Christi necessitam de políticas de conservação e educação patrimonial, envolvendo moradores, turistas e gestores públicos. Dessa forma, o turismo religioso deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a desempenhar um papel relevante na proteção da memória coletiva.


Vista dos tapetes confeccionados para a celebração de Corpus Christi em Matão 2026.

As vozes da sociedade também precisam ser ouvidas. Líderes religiosos, artesãos, comerciantes, moradores e visitantes compartilham responsabilidades na construção de eventos mais inclusivos e sustentáveis. A participação coletiva fortalece o sentimento de pertencimento e amplia os benefícios sociais da celebração. Haja vista que Matão tem uma enorme tradição quando falamos de Corpus Christi. Já são mais de sete décadas de fé, harmonia e celebração. Nesse quesito, penso eu que, dando oportunidade para as vozes das comunidades, o objetivo final, que é realizar uma grandiosa festa, cheia de vida, cores e fé, nunca deixará de existir.


Por fim, pensar em um Corpus Christi sustentável é reconhecer que fé e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas. Quando tradição, respeito à natureza e compromisso com as futuras gerações se unem, o turismo religioso torna-se um instrumento de desenvolvimento humano, cultural e econômico. Assim, cada celebração deixa não apenas uma marca na memória dos participantes e visitantes, mas também um legado positivo para a comunidade e para o planeta, demonstrando que preservar a criação é igualmente uma forma de expressar a fé e o cuidado com o próximo.


Quero parabenizar a querida Matão pelos seus 128 anos de desenvolvimento e prosperidade e que se renove a cada ano.


Foto de Kléus Vilela

Kléus Vilela é sociólogo, pós-graduado em Gestão Pública na área da Educação, com trajetória voltada à análise de questões sociais e ao desenvolvimento de reflexões críticas sobre políticas públicas e seus impactos no cotidiano.


 
 
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